Robotizar-se ou Liderar-se?

Os benefícios de encontrar a sua própria forma de empreender


Quem nunca ouviu alguém falar sobre o cansaço da internet? De estar sempre a ver mais do mesmo? Acredito que você que está a começar a ler este texto também já tenha ouvido, quiçá, sentido este cansaço.


Confesso que eu também cansei. E como foi bom ter cansado porque senão eu não chegaria à concepção que tenho hoje depois de testar tantas “fórmulas” e, certamente, não estaria escrevendo esse texto sobre o tema.


E são sobre estas questões – para que possa refletir aí desse lado – que decidi escrever, com maior profundidade, sobre o que tenho trazido através dos meus canais digitais nas últimas semanas.


Só para que possa entender todo o contexto, voltarei 2 anos da história deste meu 3º negócio para perceber aonde chegaremos no final, ok?


Vamos lá!


Em Setembro de 2019, dava início ao meu 3º negócio (já empreendi, no Brasil, há 10 anos). Não estava com pressa, afinal estava confortável financeiramente e queria entender qual seria a diretriz que daria ao meu novo negócio.


Posso te dizer que, de lá para cá, as mudanças foram totais! O que planejei fazer lá no início não tem nada a ver com o que faço agora. E qual o motivo disso? Com o passar do tempo, começamos a entender mais sobre o que queremos e o que temos atraído para o nosso negócio.


Apesar de ser especialista em Marketing e ter trabalhado meus últimos 17 anos diretamente como gestora na área, imergir no universo no marketing digital foi perceber de que precisaria investir em novas habilidades.


Minha primeira decisão foi fazer tudo sozinha. Não contratei ninguém e aprendi a fazer coisas que, com certeza, me fizeram crescer uns 10 anos em conhecimento no digital. Maior parte dos cursos e mentorias que investi foram imprescindíveis para eu estar onde cheguei hoje. Poucos, foram dinheiro jogado fora, literalmente.


Faz parte, só sabemos se algo funcionará para nós depois que testamos, experimentamos. É assim na vida, é assim nos negócios.


O grande ponto - e é sobre ele que quero que reflita neste texto - foi que me robotizei e não percebi. E o que quero dizer com isso?


  • Adentrei demais os métodos de outros profissionais sem interiorizar se eles eram compatíveis comigo ou não, com o meu negócio ou não;

  • Consumi demais conteúdos de muitos especialistas e me vi afundada em regras de sucesso sobre “se não fizer assim, não ganhará dinheiro”.


O resultado disso? Estafei! Minhas mentorias já davam resultados, a empresa já tinha o seu fluxo financeiro girando, porém eu estava cansada de ser o robô que havia me tornado.


Foi então que, em agosto desse ano, resolvi frear. Parar mesmo, como nunca fiz antes. Foram 3 semanas de férias, totalmente off, para sentir o meu processo. E foi aqui o meu pulo do gato que nomeei de Detox!


Foi nesse momento que percebi que eu não estava liderando o meu próprio movimento e que me deixei levar por regras e histórias de outras pessoas.


E atenção: não sou contra métodos, muito pelo contrário, não vivo sem eles e é o que levo adiante para as minhas clientes. Um negócio sem ter um método, na minha visão e experiência, tende à desorganização e processos confusos.

O que estou a falar é de deixarmos de criar a nossa forma de vender, de falar, de construir a nossa imagem, entre outras estratégias, para assumir regras que se quer nos identificamos ou são compatíveis com as nossas estratégias.

Alguns exemplos para que possa refletir e que limpei no detox que fiz:


  • Ter que fazer stories todos os dias (fazer vídeos por mais cansada que esteja ou com outras prioridades);

  • Ter que dar aulas gratuitas toda semana;

  • Ter que mandar dezenas de e-mails semanais para as pessoas;

  • Ter que postar todos os dias;

  • Entre outros “Tem que”.


Percebeu que todas as frases começaram com o “Ter que”? Pois é!



Só que um dos meus valores inegociáveis é a Liberdade! Quando me vi robotizada e presa em caixas, stressei nível hard! Foi quando – através dos meus processos de autoconhecimento – entendi que era o momento de traçar novas estratégias e com as minhas próprias receitas.


Com todo o conhecimento adquirido, mais toda a minha bagagem de gestão de negócios e estratégias, será que não tinha condições de eu mesma liderar o meu próprio movimento? Sim ou não?


Minha resposta foi CLARO! E foi assim que decidi mudar toda a minha rota.


O que quero que pegue de aprendizado para você, através desse texto, são estes principais pontos:


  • O primeiro e grande passo é ter sempre em atenção o seu autoconhecimento. Sem ele, você será apenas mais um robô anestesiado a seguir regras por aí porque não sabe o que quer e aonde quer chegar;

  • Sempre analise as suas habilidades em comparação aos seus objetivos. Consegue viver do negócio que mais deseja com o que sabe hoje? Se a resposta for não, invista na sua educação executiva e desenvolva-se;

  • Não tenha medo de mudar a rota do seu negócio quantas vezes quiser e precisar. Pergunte a qualquer grande empresário que admire quantas vezes ele precisou fazer isso para chegar aonde está hoje;

  • Aprenda. Aprenda muito. Seja uma estudiosa apaixonada. É a sua carreira em jogo. É o seu negócio. Só não deixe de ser você porque alguém te disse que “Tem que” ser de alguma forma.

  • O resultado dessa experiência? Olha....ganho de mais confiança para continuar esta jornada do empreender que é cheia de desafios! Para além da mente mais fluída de ideias, motivação, felicidade!


Liderar nosso próprio movimento

É escolher a velocidade que funciona para você sem se corromper. Entender que há tempo para frear e para acelerar. Para tirar férias e para focar 100% no trabalho. Para cuidar de você, o seu bem-estar emocional e físico são a sua maior base, afinal do que vale ter todo o sucesso profissional – seja lá o que for sucesso pra você – sem saúde, não é verdade?


Depois que entendi isso de um lugar tão meu, tenho seguido muito mais leve! Pronta e focada nos meus projetos do último semestre de 2021 e cheia de vontade de alcançar as metas que tracei. Sinto-me mais inteira em cada estratégia que traço, em cada interação que realizo com as minhas clientes e comunidade.


A nossa lição é maior do que isso: é viver, diariamente, da nossa maior Visão! E a minha é apoiar mais e mais mulheres a liderarem o seu próprio movimento, com liberdade financeira e de tempo. E, para isso, não precisamos ser um robô!


E você? Qual o caminho que escolhe seguir: Robotizar-se ou liderar-se?


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