O que fazer quando seu negócio está estagnado



Já nem vale mais a pena dizer que 2020 foi um ano transformador para todos e qualquer negócio. Alguns – que já estavam adaptados ao mundo digital – sentiram a turbulência, mas logo depois viram os efeitos acelerados do consumo digital nos seus resultados. Outros, que ainda estavam adormecidos, achando que o digital ainda era uma terra distante, sentiram o mesmo tremor e nele ficou, encarando todas as dificuldades da mudança de um modelo de negócio.


Como o meu foco são pequenos e médios negócios, empreendedoras que criam infoprodutos ou suas empresas físicas – ou híbridas – assim como as mulheres que almejam empreender, o que trago nos meus artigos são visões estratégicas da gestão adaptadas a uma linguagem mais prática e descomplicada como suporte para todas elas que me acompanham.

Feito este alinhamento, vamos ao foco deste artigo: muitas empreendedoras e negócios de pequeno porte sentiram o impacto da pandemia observando a diminuição ou mesmo ausência das suas vendas. Percebi o aumento do número de pessoas a me pedirem apoio de como direcionar as vendas dos seus negócios, como adaptar-se ao digital e, por isso, o tema deste texto foi inspirado nessa necessidade diagnosticada.


O primeiro ponto que indico é: parar tudo para realinhar a rota. Todo negócio – de qualquer porte ou segmento – possui uma curva que inicia com a evolução do negócio, atinge um ponto de maturação e o desafio, é manter-se na crista da onda porque depois, vem a descida da curva e o risco da morte do negócio. Unindo isto à uma pandemia, muitas empresas faliram, pessoas – na sua maioria mullheres – foram demitidas e o choque de nova realidade estampava-se no dia a dia de cada um.


E aqui você tem duas escolhas: ou sofre com isso e não muda nada no seu cenário; ou, a famosa frase “arregaça as mangas” e muda o rumo da sua história.


Apresento abaixo algumas das hipóteses e soluções que podem estar causando a estagnação do seu negócio e fica o desafio da sua análise e colocar as indicações em prática:


Falta de clareza do posicionamento de marca


O famoso ter um canivete suíço, ou seja, falar de tudo, vender tudo e não passar credibilidade no seu posicionamento de marca.


O não saber o que pretende ofertar através do seu negócio, que tipo de produto ou serviço quer vender, qual a missão que move o seu negócio, dificulta a percepção da sua audiência.


Analise qual a esteira de produtos/serviços quer ofertar, qual a complementaridade deles, crie estratégias de empacotamento dos seus produtos, adote técnicas de cross selling, de up selling – sugiro o estudo destas técnicas, caso ainda não saiba do que se trata - entenda o que o seu cliente quer e adapte-se à ele.


Faça-se a seguinte pergunta: “Como quer ser vista pelas pessoas?” Jeff Bezos, CEO da Amazon, fala o seguinte: “Marca é o que as pessoas falam de você quando você não está na sala.”


Reflita sobre o seu posicionamento e comece a reconstruí-lo de acordo com o seu objetivo. Marcas, das menores às maiores, passam por ciclos de reposicionamento e isso é cada vez mais comum por vivermos em um mundo veloz e em constante transformação.


Comunicação confusa


A consequência de estar com um posicionamento incerto é uma comunicação confusa com a sua audiência.

Se ela não sabe o que você vende, se um dia você fala de finanças e no outro, já está a falar de como fazer dieta, como quer que as pessoas entendam o que quer falar?


A comunicação clara é imprescindível para os resultados de um negócio e de uma marca bem posicionada. Sem ela, o risco de atrair o público errado é imenso.


Pense em como está a se comunicar com o seu cliente, seja na sua loja física ou nos seus canais digitais. Analise como tem sido o retorno de contatos, de interação e, se estes indicadores estiverem baixos, comece a refletir sobre como está a sua comunicação.


E aqui, te indico o seguinte: Mergulha no universo da sua marca (do seu negócio e/ou da sua marca pessoal) e faça-se estas perguntas: “Para quem comunico?”; “O que quero comunicar?”; “O que defendo?”.


Estas e muitas outras questões, estimulo minhas clientes a desenvolverem-se na mentoria MINHA MARCA. Clica aqui para conhecê-la.


Oferta de produto/serviço ultrapassado


Agora imagina você, em plena transformação digital, em tempos de estratégias adaptativas, como continuar a vender como antigamente?


Eu ainda me choco com alguns serviços, os bancários por exemplo, que para você alterar um e-mail, tem que assinar um papel – sem contar que precisa imprimir ou mesmo ir à agência – para fazer algo tão simples e prático.


E não é por falta de exemplos de empresas de todos os portes e que estão a inovar fortemente porque estão conectados com a experiência de consumo das pessoas.


É pensar como as StartUps, de olho na inovação e no futuro. Testar novas ideias, começar com um MVP (Mínimo Produto Viável, em português), obter o feedback dos clientes e mudar o rumo do negócio.

Enquanto insistir em vender produtos ou serviços que já não resolvem o problema do seu cliente, tenha certeza de que ele procurará outra marca que supra a sua necessidade.


Analise sua estratégia de preço, qual a acessibilidade para o cliente – seja para uma loja física ou mesmo se você tem um e-commerce ou um site, por exemplo. Se não tiver agilidade, clareza, conexão com a sua persona, ela vai desistir de comprar com você.


Visto estes possíveis cenários, pergunte-se o que precisa adequar no seu negócio para que converta resultados? Ram Sharam, uma dos papas da gestão mundial, fala sobre a importância de olhar para fora e depois olhar para dentro do negócio. E o que isso quer dizer? Pense com a cabeça do seu cliente. Entenda o que ele quer, o que precisa. Indico a conhecer a história da Amazon para mergulhar mais a fundo nessa fala e inspirar-se a mudar a rota do seu negócio.


E, caso você seja a sua própria marca, faça o mesmo exercício, é apenas adaptar.


Análises e exercícios feitos, é rever as suas estratégias, adequação da sua comunicação e começar a sentir o efeito positivo e rentável nos seus resultados.


Sobre esta (re)construção de negócios, uma das mentorias que mais vendo é a Desenho Estratégico. Dá uma olhada em como a estruturei e o que meus clientes falam sobre ela.


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