Introduzir mudanças em um ambiente com mentalidade ultrapassada.

Esta tem sido uma das principais questões que tenho recebido de gestores e empresários que buscam novos paradigmas, entretanto confrontam ainda ambientes com métodos, processos e comportamentos arcaicos.





A minha resposta e o que busco reforçar nas minhas mentorias e treinamentos é que se uma empresa não se transformar diante de todas as mudanças que estão a ser vivenciadas, pode deixar de existir. E há três pilares que são pontos de inflexão neste momento e precisam ser reavaliados: Estratégia, Liderança e Cultura.


O enfoque deste texto vai para os dois últimos pontos. Os novos líderes precisam aprender a fazer as perguntas certas. Mudar o foco do querer ensinar e passar a fazer perguntas. O grande desafio é que muitos ainda gerem com o mindset antigo, focados no comando e no controlo. Em tempos de business agility (o aprender fazendo), é preciso começar a rever as competências pertinentes a este novo meio.


É o que é preciso fazer agora para esta compulsória transformação? Abaixo, segue alguns pontos que delineiam os novos modelos de gestão de pessoas:


- Investir em novas ações, para além dos treinamentos tradicionalmente propostos;

- Contratar ou interagir com novas pessoas e promover negócios novos;

- Analisar o que precisa ser alterado e que esteja a interferir no comportamento da equipa;

- Rever o processo seletivo atual e o perfil desejado das pessoas contratadas;

- Mudar o modelo da avaliação de desempenho e torná-lo coerente com o ecossistema desejado;

- Dar espaço para que as pessoas façam perguntas e estimular o espírito de “dono do negócio”;

- Entender que as falhas fazem parte do processo de inovação.


Importante reforçar que transformação digital fala de pessoas e não de tecnologia. Vivemos numa Era pós-digital, uma Era humanizada que pede novos comportamentos, novos modelos de gestão. Segundo Peter Drucker, “a organização moderna é uma organização humana e social”.


Jeff Bezos mencionou na sua última carta para os acionistas: “Estamos dispostos a falhar. E essa vontade de falhar não vai mudar daqui a 10 anos. O tamanho do nosso fracasso deve continuar aumentando à medida que continuamos a fazer coisas ousadas. Mas o centro de tudo isso, o que puxa tudo isso junto é ser obcecado pelo cliente. E isso é realmente protetor da nossa cultura –mesmo em um horizonte de 10 anos”.


São com essas reflexões que reforço que estamos em um momento que demanda agilidade em perceber questões como:


- Qual a Cultura do negócio?

- Quais as novas soft e hard skills importantes para as pessoas do negócio?

- Quais as competências humanas que ainda não foram substituídas pelas máquinas? (e aqui, investir no máximo das competências humanas como a empatia, ter os olhos do cliente e dos colaboradores para conseguirmos partilhar o propósito).


E o que pode ser considerado nesse novo ambiente de gestão humanizada:


- Incentivar a equipa a analisar continuamente os pontos de melhoria dos seus comportamentos e resultados;

- Estar aberto para a reinvenção (em especial os executivos mais experientes que precisam abrir-se para aprender novos métodos);

- Novas perpectivas de aprendizagem (learning by doing);

- Uma cultura que abrace a diversidade (cultura inclusiva e legítima).




Diante de tudo isso, vale ressaltar a importância de uma cultura flexível para suportar as transições do mercado. Mais uma vez cito o Peter Drucker: “Adote uma política de abandono organizado. Ou seja, esqueça de preservar o ontem. Foque, ao invés, em avançar em novas direções. Abandone elementos moribundos e dissipadores de recursos de seu negócio se já estiverem totalmente amortizados, se tiverem apenas alguns poucos anos de vida ou se estiverem fazendo com que novos mercados sejam negligenciados.”


A transformação cultural começa no indivíduo. Sem o engajamento da liderança não há transformação cultural. E sem a uma mudança cultural não ocorre a transformação organizacional. E para isso, é necessário transformar o sistema de pensamentos, o mindset para começar a investir em novos paradigmas que tornem o negócio sustentável e diferenciado ao longo de uma jornada incerta e imprevisível.


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