Em que “round” você está?

Quanto de excesso carrega hoje? Sente que está com sobrecarga de regras e informações? Qual o ritmo que tem ditado para si?


Depois de dois meses de detox que foram primordiais e impactaram diretamente no meu modelo de negócio e nos objetivos estratégicos que havia delineado, iniciei Outubro com uma mentalidade muito mais limpa, leve e motivada.


De fato, só nos damos conta do quanto de excesso carregamos quando paramos para arrumar “a casa”. Já se deu conta disso?


E, por ter entrado nesta nova frequência, me fez perceber dois fatos que ocorreram neste mês e que me chamaram uma real atenção, tanto da forma que os vi frente ao meu dia a dia quanto ao que notei como interferência no comportamento de outras pessoas.


O primeiro deles foi o lançamento da série “Squid Game” ou como se chama no Brasil, “Round 6”. Tinha visto qualquer cena da boneca pelo Instagram, entretanto não tive curiosidade em saber mais. Foi então que, em conversa com meus sobrinhos de 21 e 15 anos, soube da tal série que estava viralizada ao redor do mundo.


Acabei por ficar curiosa sobre o tema, o que me levou a pesquisar e, consequentemente, abrir discussões com algumas amigas para ouvir as suas opiniões sobre a tal série. Ouvi de tudo um pouco, desde que era uma série violenta como outras tantas e ainda assim, gostavam de assistir; até a própria pessoa se questionar sobre os motivos que a levaram a ver a série que tem um enredo um bocado insano.


Confesso que fiquei chocada quando vi a tal cena da boneca e a inesquecível brincadeira de infância “Batatinha frita 1, 2,3”. Bastou isso e as matérias que li para ter a certeza de que não investiria o meu tempo a ver aquilo.


Ao ler as tais matérias, o autor mencionou que o filme foi inspirado no comportamento da sociedade atual e as suas crises diante das situações capitalistas. Se não viu a série, resumidamente, fala sobre pessoas endividadas que entram em disputas através de jogos para ganhar um determinado valor em dinheiro. Entretanto, o que elas não sabiam é que teria apenas um ganhador. E é a partir daí que começa a matança para ver quem chega até o final e leva a tal quantia para casa.


E é aqui que te convido a algumas reflexões:

  • Ao que as pessoas se sujeitam em troca do dinheiro a todo custo?

  • Quando as pessoas entenderão que ganância não tem nada a ver com ambição?

  • Por quanto tempo será necessário vermos pessoas a venderem fórmulas como se aquilo fosse o baú do tesouro encantado para as pessoas ficarem ricas?

  • Até quando as pessoas terão pressa para colher algo que elas mal começaram a plantar?


Há uma robotização humana, falta de princípios, de conhecimento sobre negócios, cultura financeira, valores por todo lado. Pessoas que desconhecem que empreender não é um cenário cor de rosa (não é à toa o alto índice de negócios que morrem antes dos seus dois anos de vida), que não possuem visão sobre o seu negócio, não possuem métricas de acompanhamento e focam em dados irrelevantes como seguidores, impressões, visualizações dos stories, etc.

Já se deu conta sobre isto, não é verdade? Pois é! Para mim que trabalho diretamente com mulheres empreendedoras e empresárias, noto o quanto o seu papel empresarial é desconhecido.

O quanto a importância do seu autodesenvolvimento é ignorado porque passaram a acreditar que autoconhecimento é “bobagem”, o que na verdade, é o princípio que a sustenta emocionalmente, em especial, nos momentos mais desafiadores, onde a vontade de desistir ou de acreditar em qualquer fórmula pronta recai sobre os seus ombros e, apenas lá ao final, é que se dá conta de que nada daquilo fazia sentido, nem para si e nem para o seu negócio. E é aí que muitas mulheres se vêem presas em bolhas de facilidades, sendo que o caminho do empreender é absolutamente por outro lado.


Linkando esta reflexão com o segundo tema que chamou a minha atenção ao longo deste mês: a queda global do sinal do Facebook. Lembro que eu estava no meu último dia de viagem do Brasil para Portugal e a curtir a minha família. Como foi suave ficar off! E volto ao que falei no início do texto: ah, se não fossem os meus dois meses anteriores de detox! Vi a loucura que foi de emails a chegar na minha caixa de entrada, os grupos no Telegram e as pessoas insanas por terem perdido o sinal, enquanto outras empresas aproveitavam para vender o seu peixe. A única coisa que eu pensava era o quanto as pessoas estão robotizadas.


Agora, pensa comigo:

  • Em que round você está? O que tem feito com o seu tempo? Com seus objetivos profissionais?

  • A que ritmo tem se colocado na sua jornada? O seu ou o das pessoas?

  • Quando foi a última vez que sentou para traçar o plano estratégico da sua empresa e o seu pessoal?

  • Tem confundido sobre o que é a energia financeira e como ela chega até você?



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Reflita sobre quais foram as suas respostas e agora se pergunte: sente realmente que está a liderar o seu próprio movimento ou se sente robotizada?


Perceber em que round está agora, se ele é compatível com o que acredita e planeia é o seu botão de alerta para parar e rever a rota ou continuar a jornada.

Empreendedor tem DOR no meio. Leia a palavra novamente. Não dá para ser robô enquanto precisamos ser líderes do nosso próprio movimento para encarar a montanha russa que é empreender. Para te fazer ter pulso firme quando achar que tudo vai mal. Para vibrar quando o resultado chegar. Para despertar um desejo ardente de fazer tudo acontecer!


É desse lugar que conseguimos passar por todos os “rounds” como empreendedoras e empresárias que somos.


Se gostou deste artigo também vai gostar do: Os benefícios de encontrar a sua própria forma de empreender


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